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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
 Leach, 1820
Espécie: M. watsonii

Nome Científico

Megascops watsonii
(Cassin, 1849)

Nome em Inglês

Guianan Screech-Owl


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Corujinha-orelhuda

A corujinha-orelhuda é conhecida também como caburé e corujinha-amazônica.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) megas = grande, e de Scops = gênero Scops (Brünnich, 1772), coruja; referência a um gênero de corujas do Velho Mundo, geralmente orelhudas; e de watsonii = referência ao doutor Gavin Watson (1796-1858), médico e zoólogo dos Estados Unidos. ⇒ Grande coruja Scops de Watson.

Características

Mede 19 e 23 cm de comprimento e pesa entre 114 a 172 g. Apresenta dorso escuro com coloração variando entre marrom e cinza. Partes inferiores claras com estrias e tufos de penas no alto da cabeça. A Íris é castanha.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Alimentação

Estritamente noturna, caça invertebrados e pequenos vertebrados no estrato médio e superior de florestas primárias.

Reprodução

Provavelmente a postura é feita no interior de cavidades naturais em árvores, mas nada é conhecido até o momento. Um ninho abandonado de pica-pau-de-barriga-vermelha (Campephilus rubricollis) foi ocupado por um indivíduo desta espécie, mas não foi verificado se para reprodução ou para descanso diurno.

Hábitos

Habita florestas altas e várzeas onde há palmeiras. É exclusivamente de hábitos noturnos, vivendo frequentemente aos pares. Durante o dia descansa em buracos ou galhos de árvores à média altura. Habita floresta ombrófila densa. Matas de baixada, mata de terra firme, mata de igapó e campinarana. Interior de mata primária e secundária madura. Prefere áreas com troncos quebrados ainda de pé e com camadas mais rasas de folhiço no solo da mata. Ocasionalmente em clareiras e bordas de mata. Eventualmente pode ser vista em áreas urbanas.

Voz: Seu canto consiste em uma sequência longa e regular de notas graves “bubububububu…”, emitidas em rápida sucessão com duração variável, podendo chegar a 50 segundos ou mais, começando suavemente, aumentando em volume e terminando abruptamente, emitidos principalmente no crepúsculo.

Distribuição Geográfica

Norte de América do Sul, na Venezuela e Bolívia. No Brasil é restrita à parte norte da Bacia Amazônica, ocorrendo nos Estados do Amazonas, Roraima, Amapá e Pará. No oeste da Amazônia, sua distribuição pode se sobrepor parcialmente com a corujinha-relógio. Do nível do mar até 600 m de altitude.

Referências

Galeria de Fotos